‘A Grata Novidade’

Abaixo um texto retirado do blog criado para o trabalho de Sociologia, sobre Hare Krishna. Só deixando claro, o objetivo do texto é mesmo expor nossa opinião sobre o assunto. 

A Grata Novidade

Por: Kelly França

Confesso que antes desse trabalho não sabia quase, ou absolutamente nada sobre Hare Krishna. E dizer que foi um grande aprendizado é cair no puro clichê, né? Mas é a verdade.

Vou pegar o texto da Raquel como exemplo, pois nele ela descreve bem o que o Hare Krishna tenta passar, principalmente com a ideia de estarmos sempre bem com a gente mesmo acima de tudo.
     Cada um tem o direito de seguir uma religião e para isso prioriza, escolhe coisas diferentes para determinar o que quer. Tem também os que não acreditam numa força maior, e merecem todo o respeito por isso, mas gostaria de focar mais em quem tem esse sentimento por um Deus, seja ele qual for.
Nos meus quase 21 anos de vida, ainda não consegui escolher uma religião para seguir. Meus pais são evangélicos, eu acredito em Deus. Temos conversas diárias, sinto sua presença e sei que está comigo sempre que preciso. Mas esse trabalho me fez ver que talvez eu nem precise de uma religião específica para viver. Acho que quero mais uma junção de tudo que é bom de cada uma, como ter momentos para meditar e formar as ideias claramente em minha cabeça, ou orar para conversar e expor o que se passa comigo para o meu Deus.
     Penso, quem sabe, em adotar o costume de ir, quando possível, ao Templo, para ter algumas horas de ‘paz espiritual’, uma conversa comigo mesma, formando exatamente o que quero ou não. Mas enquanto isso, deixo aqui minha grande admiração por essa religião, que é uma grata novidade para mim, e se dedica ao bem, à paz e ao amor como todas as outras, mas de um jeito diferente, simples… encantador, diria.

Há sempre um novo começo

Não que seja uma regra, mas aparentemente (e eu concordo com isso), todo estudante de Jornalismo tem que ter um blog.

Já fui muito mais disso de criar blogs, fotologs, ou coisas do tipos. Lá pelos meus 15 anos tinha uns 3 sobre bandas e coisas que soavam importantes pra mim na época.

Hoje, no alto dos meus 20 , estou prestes a começar o 3º semestre de Jornalismo, profissão essa que veio em mim logo no começo do ensino fundamental, quando me perguntavam ‘o que você quer ser quando crescer?’. Sem nem entender direito, já soltava no ato ‘Eu vou ser Jornalista!’.
Na verdade, essa escolha tinha sim uma razão: o futebol. Não quero transformar isso aqui em um blog de um tema específico. Gosto de tantas coisas, tudo ao mesmo tempo. Minha certeza é que não consigo me prender a um único assunto. Mas para esse primeiro texto, que está sendo escrito às 20h23 de uma terça-feira, 19 de julho de 2011, dia do futebol, usarei como inspiração essa minha paixão particular e não mais tão incomum entre as mulheres.
Tudo começou na Copa do Mundo de 2002. Estava com 11 anos, e a única lembrança que tinha do esporte antes disso, era a Final de 98 (França 3 x 0 Brasil). Lembrança, pero no mucho. Lembro do meu pai meio bravo, xingando… mas uma criança de 7 anos, ainda mais sendo menina, jamais entenderia tamanha raiva naquele momento.
Esse entendimento veio exatamente 4 anos depois. Não detalharei como foi cada jogo, porque isso eu realmente não me recordo. O que vem em minha mente quando lembro daquela Copa, era sempre acordamos de madrugada, irmos para o quarto dos meus pais e acompanhar tudo lá, junto com o barulho de toda a vizinhança, a cada partida da Seleção. Achava aquilo a coisa mais legal da face da Terra, estava simplesmente encantada de ver como um esporte conseguia parar a todos daquela maneira.
No dia da final, um domingo, me recordo de ir à padaria bem cedo com meu pai. Quando colocamos os pés na rua, estava cheia de pessoas com a camisa do Brasil, toda pintada, enfeitada de verde e amarelo… meu vizinho colocou sua televisão na rua e todos iam assistir juntos ao jogo contra a Alemanha. Meu olhos brilhavam com uma curiosidade cada vez maior por aquilo.

A certeza que o futebol ia me pegando de vez, foi ao final da vitória do Brasil, e a confirmação do Penta Campeonato do Mundo, meus olhos derramarem lágrimas e mais lágrimas de alegria, algo meio maluco pra alguém quem mal entendia porque aqueles 22 homens corriam atrás de uma bola.

Ao logo dos anos, minha paixão só foi crescendo. Aprendi as regras, me interessei por campeonatos… E o melhor de tudo, escolhi meu time. Bem, escolhi não, fui escolhida. Escolhida pelos deuses do esporte bretão para ter o privilégio de torcer pelo maior de todos, o time que deu ao futebol o nosso Rei. (sobre o Santos eu falo outro dia, porque esse amor merece um post só dele)
Hoje, nós mulheres já podemos nos sentir em casa frente ao assunto. Conversar sem medo de errar e, muitas vezes, entender bem mais que os marmanjos. E o melhor, sem preconceito.